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DesigualdadeA relatora especial das Nações Unidas sobre Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, em visita ao Brasil, ficou espantada com a desigualdade no acesso ao saneamento no Brasil, evidenciando o pouco acesso a esse serviço nas regiões Norte e Nordeste do país.

Preocupada em dar atenção às áreas mais pobres e marginalizadas, como as favelas, Catarina disse que os contrastes existentes no país são gritantes, pois estados como São Paulo e do Rio de Janeiro possuem tratamento de esgoto de primeiro mundo, enquanto nas regiões do Macapá e Belém seus números são absurdamente baixos.

Além disso, o Brasil está entre os 10 países onde mais faltam banheiros. Apenas 38% do esgoto é tratado e 52% da população não possui coleta de esgoto, sendo que a região Norte oferece esse serviço a menos de 10% deles. Ela destacou ainda o pouco caso do poder público com a população de baixa renda.

O pouco investimento desse serviço resulta em altos gastos com a saúde pública e as tarifas cobradas a população não condizem com a realidade de muitos brasileiros. Embora tenha destacado essa grande diferença no sistema de saneamento básico, Catarina reconhece os avanços no setor e se mostra esperançosa quanto às mudanças para um futuro próximo.

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