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A Fundação Municipal do Trabalho (Fundat) oferece cursos de pedreiro polivalente, gesseiro e aplicador de revestimento cerâmico, no entanto, a novidade está na formação dos interessados pelas aulas, que chegam a ser compostas por 50% de mulheres. Essa iniciativa faz parte de um projeto que começou em agosto de 2011 e desde então tem tido sucesso devido as parcerias feitas entre construtoras e o Setransp.

As construtoras procuram sanar a necessidade por mão de obra especializada por meio do projeto, que já fechou parcerias com 11 construtoras, formando 8 turmas, ou melhor, 160 pessoas, sendo que 87 já estão empregadas.

As mulheres que procuram os cursos são donas de casa, artesãs, domésticas, entre outras ocupações. No curso de aplicador de revestimento cerâmico 50% são mulheres e as construtoras tem as preferido para essa função. Isso ocorre pois elas são mais detalhistas, economizam material e praticam o serviço com maior perfeição.

A participação da mulher na construção civil está tão evidente, que a Câmara dos Deputados analisa um Projeto de Lei que obriga empresas da área a contratarem pelo menos 10% de mulheres, tendo que ser analisado ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O objetivo é combater a resistência na hora de contratar o sexo feminino.

Em 2008 havia 22.000 mulheres no setor da construção civil, de acordo com dados da Fundação Seade. Em 2011 esse número passou para 30.000, representando 0,7% do total e tendo crescimento de 20% no último ano. A falta de mão de obra é um dos grandes motivos para a entrada da mulher no setor, que tem déficit de 250.000 trabalhadores, o que justifica a alta dos salários, grande atrativo tanto para homens quanto para mulheres.

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