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Durante a Rio+20 foi constatado que a falta de saneamento básico no Brasil é um dos problemas que resulta em maior impacto ambiental negativo, mais grave do que o desmatamento ou projetos de obtenção de energia. Em entrevista divulgada pela Agência Brasil, o professor de engenharia civil da Universidade de Brasília afirmou que as consequências da falta de saneamento podem ser vistas diariamente.

Um dos exemplos é a enchente do Rio Negro, no Amazonas. Esse evento natural e periódico foi agravado pelo lixo que boiava e causava contaminação, resultado da falta de coleta e destinação adequada dos detritos sólidos.

Na região norte do país a preocupação é ainda maior, enquanto a média nacional de coleta de esgoto nas residências é 44,5% no norte do país esse valor cai para 6,2%, segundo dados de 2009 dos Ministérios das Cidades.

O professor ainda afirma que é responsabilidade da população cobrar medidas que visem melhorias no saneamento básico, assim como do movimento ambientalista. O saneamento não é uma das principais bandeiras levantadas pelos ambientalistas, mas existem organizações não governamentais (ONGs) que trabalham inteiramente com essa frente.

Todavia a principal falta de atenção ao assunto é dos governantes, tanto que o Programa de Aceleração do Saneamento não teve resultados. Não pode-se esquecer que saneamento básico é uma política pública.

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