Tags

, , , ,

A “Era das ferrovias” ocorreu entre 1879 e 1920, com crescimento médio de 6.000 km por década. No entanto, a partir do governo de Rodrigues Alves (1902 – 1906) a construção de estradas foi implementada, pois o setor rodoviário prometia estabilidade econômica e o escoamento de mercadorias.  Ao mesmo tempo, o aumento de veículos automotores fez com que o país passasse a investir em sua infra-estrutura. Assim, em 1920, com Washington Luís como governador, iniciou-se a construção da rede rodoviária paulista e a adoção do “rodoviarismo” como prioridade na política governamental. Passou-se a falar que “governar é abrir estradas”, tendo como objetivo a instalação da indústria automobilística.

A partir da década de 50, em poucos anos, a indústria automobilística nacional deixava suas modestas origens para transformar-se em uma das maiores do mundo, incentivadas também pela criação da Petrobrás e de refinarias de petróleo para a produção de combustíveis.

Na época do mandato de Juscelino Kubitschek, a escolha pelas rodovias ao invés das ferrovias, foi evidente e o Plano de Metas criado por JK tinha metas de crescimento ligadas à montagem da infra-estrutura básica de transportes e energia e uma política de industrialização, que se baseava na indústria automobilística. Essa escolha continuou nas décadas de 60, 70 e até 80.

Quando os militares assumiram o poder, quase pararam com o transporte ferroviário por completo, para assegurar seu domínio e deter o sindicato. Hoje em dia, a indústria automobilística, de petróleo, pneus, entre outras, representa uma forte influência sobre o governo brasileiro, impedindo o desenvolvimento das ferrovias ou qualquer outro tipo de escolha para o transporte do país.

Um dos resultados dessa escolha é a utilização de pavimentações com asfalto e sua associação a modernidade ao longo da história. O que se esquece é que a escolha foi feita por motivos que não abrangem o bem estar da população ou mesmo do meio ambiente. Atualmente, com a consciência ambiental e a sustentabilidade é possível questionar medidas tomadas pelo governo que ditaram o modo de vida dos brasileiros, já que a escolha pelo “rodoviarismo” nos tornou dependentes dos automóveis e avessos aos benefícios do paralelepípedo, por exemplo, considerado muitas vezes ultrapassado. Por isso é importante se informar! No link abaixo explicamos as diferenças entre esses tipos de pavimentos:

https://tecparpavimentos.wordpress.com/2012/04/12/asfalto-x-paralelepipedo-qual-e-mais-vantajoso/

Anúncios